A Lei é para todos – uma nova tradução do Liber AL vel Legis

É com grande entusiasmo que apresento – numa data tão bonita para mim – a minha tradução para a língua portuguesa do “Livro da Lei”, o texto sagrado central para Thelema, que terá sido ditado a Aleister Crowley, aquando da sua estadia no Cairo em 1904, durante os dias 08, 09 e 10 de Abril.

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Liber AL vel Legis

Foi um projecto pessoal ao qual dediquei muito tempo (teve início em Abril deste ano), não só na tradução mas também na sua materialização, uma vez que foi tudo orgulhosamente produzido in house, aqui nas Oficinas da T K.

Do prefácio:

(..) Do interesse pessoal do tradutor na obra de Aleister Crowley, e por considerar este texto muito interessante – e um que deve ser divulgado e mantido vivo – surgiu a ideia de realizar esta edição que visa acima de tudo, oferecer uma tradução mais correcta que as actualmente existentes para consulta na língua portuguesa, preservando a liberdade interpretativa e simbólica (obstáculo natural para a tradução de textos religiosos), e sem no entanto ter a pretensão de um perito em assuntos de Thelema, iluminar alguns detalhes com pequenos comentários e notas.(…)

E esta foi sem dúvida a principal motivação que me levou a realizar esta tradução, a de proporcionar uma tradução mais esclarecedora na medida do possível, e uma mais correcta que corrige os erros detectados, dando atenção às concordâncias e aos tempos verbais empregues, e tentando não cair nas armadilhas próprias de tentar interpretar passagens menos claras.

De igual modo, dediquei bastante tempo à tradução do axioma “Do what thou wilt shall be the whole of the Law” pela importância que este ocupa na fé thelemita (representando sinteticamente muito do seu sistema de valores) e por se encontrar, a meu ver, incorrectamente traduzido.

Tendo aproveitado a ocasião de traduzir este manuscrito para aprofundar alguns dos meus conhecimentos nesta matéria, pesquisando e meditando, optei por empregar a fórmula “Fazei como de vossa vontade, deverá ser o todo da Lei“, por esta conter 11 palavras como no original e, de qualquer modo, considerar mais adequado dado o contexto literário, traduzir o “shall be” por “deverá ser”  – ao invés de “será” que seria um “will be”.

Tendo traduzido a partir do manuscrito original, existem passagens omissas que foram acrescentadas na versão publicada na revista Equinox. Estas, bem como as alterações no manuscrito encontram-se comentadas onde ocorrem e, para uma melhor consulta do texto na íntegra, inclui também a interpretação poética que Aleister Crowley fez da “Estela da Revelação”, bem como a minha tradução desse poema.

Optei por exibir uma cópia do manuscrito seguida da tradução, para uma leitura mais clara.

 

 

 

A capa é uma gravura a linóleo, realizada igualmente por mim, inspirada no triângulo ABRAHADABRA – as letras estão ocultas, mas o sentido permanece. São 11 pontos em cada aresta, e mais 11 pontos visíveis no fundo do triângulo, reiterando a relação do 5+6 tão cara aos thelemitas. Impressa em tinta de base óleo e cartolina kraft.

 

 

Por fim, o livro que tem 152 páginas, impressas num adorável papel de tom salmão, foi carinhosamente encadernado à mão em estilo japonês com belo e rústico fio norte.

Cada livro terá subtis diferenças entre si derivadas do processo de fabrico artesanal, e será numerado (a tiragem é de 93 exemplares).

 

 

Para venda aqui, para mais informações: oficinastk arroba gmail ponto com.

 

 

 

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