Cubo – Terra

No princípio era o Abismo medonho, o espaço,
que separa o céu e a terra, indefinidamente prolongado;
depois a Terra de grandes entranhas, base segura para
sempre oferecida a todos os vivos e Eros, o mais belo
entre os deuses imortais (…). Do Abismo nasceram
Érebo e a negra Noite. E, da Noite, por sua vez, saíram
Éter e a Luz do Dia, que ela concebeu e teve da sua
união com Érebo. A terra, primeiramente, concebeu um
ser igual a si mesma, capaz de a cobrir toda inteira, o
Céu Estrelado, que devia oferecer aos deuses bemaventurados
um refúgio seguro para todo o sempre. Ela
pôs, também, no mundo as altas Montanhas, agradável
remanso dos deuses, as Ninfas, habitantes dos montes
acidentados. Deu ainda à luz o mar infecundo das
furiosas tempestades, o Mar – sem ajuda dum amor
terno. Mas, em seguida, dos braços do Céu ela teve
Oceano dos turbilhões profundos – Coios, Crios,
Hipérion, Jápeto – Tia, Reia, Témis e Mnemósine –
Febo, coroado de oiro e a adorável Tétis

Teogonia – Hesíodo

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